Datas que marcam o começo de um novo ciclo são excelentes oportunidades para avaliarmos como estamos e para onde queremos ir, porém, acredito que o mais importante é responder à pergunta: você está feliz nessa jornada?
Pessoas felizes são mais produtivas. A revista VOCE RH em abril de 2022 publicou uma matéria sobre o peso da felicidade no trabalho[1] e citou a pesquisa da revista Harvard Business Review apontando que empregados satisfeitos são 31% mais produtivos e até 85% mais eficientes.
Isso é ótimo para a empresa, mas e você? Como está? Como se sente?
Considerando que o tempo dedicado ao trabalho representa uma grande parcela do nosso dia, a saúde mental das pessoas depende de uma boa relação com esse trabalho. Mas afinal, o que é felicidade?
“Paul Dolan, professor de ciências comportamentais na London School of Economics e no Imperial College de Londres, afirma que “felicidade são experiências de prazer e propósito ao longo do tempo”” (https://vocerh.abril.com.br/saude-mental/o-peso-da-felicidade-no-trabalho/)
Listei alguns itens que não podem faltar para aumentar a experiência da felicidade ao longo do tempo, no ambiente de trabalho:
1 – É preciso encontrar na atividade que você executa, por mais simples que seja, um propósito, algo que vai gerar orgulho e satisfação pessoal;
2 – Conquistar o reconhecimento da gestão e dos colegas é um caminho para sentir orgulho e satisfação, mas não pode ser um fim em si mesmo;
3 – Felicidade não é a ausência de problemas e desafios, mas está na confiança em si, na própria capacidade de superar e seguir em frente;
4 – Espiritualidade: conectar-se com algo além de si mesmo. Não se trata de religião. Por exemplo, você pode participar de ações que realizam o propósito e o projeto de outras pessoas, mesmo que você não tenha vantagem imediata, aparentemente;
5 – Rede de apoio. (Já dizia Christopher McCandless: “A felicidade só é verdadeira se for compartilhada”). Ajudar e deixar-se ajudar é libertador para as angústias e exigências do ego, além de gerar uma rede de confiança e pertencimento que fortalece a cultura colaborativa, a criatividade e a produtividade. Saber que pode contar com a ajuda de alguém aumenta a saúde mental pois diminui a ansiedade;
6 – Avaliar os acontecimentos por várias perspectivas e de forma equilibrada, sem pessimismo ou otimismo radicais;
7 – Ampliar o autoconhecimento. Todos os itens acima dependem do autoconhecimento para serem estrategicamente aplicados. Se você não tem de forma consciente qual é o seu propósito de vida, como pretende encontrá-lo no seu trabalho?
Há uma relação direta entre os ambientes inclusivos com a felicidade. Alguns itens que apresentei acima exigem em ambientes diversos, a prática do respeito de forma incondicional. Isso significa que mesmo quando faltam com o respeito comigo, tenho que ser capaz de conduzir a situação de forma a interromper as violências presentes nunca renunciando ao respeito ao próximo. Para conseguir esse grau de evolução, precisamos de rede de apoio e pessoas aliadas.
Acredito que isso é possível porque sou testemunha de muitos episódios como os descritos acima. Pessoas com a autoestima em dia, letradas nos temas de diversidade e com sua jornada de autoconhecimento em andamento, apresentam respostas incríveis e transformadoras, interrompendo profundos ciclos de violência e discriminação. São pessoas felizes, mesmo que o mundo tente dizer o contrário!
Pessoas felizes fazem as outras se sentirem bem. Elas compartilham com transparência suas opiniões, seguem firmes, seguras e fraternas. Demonstram sua vulnerabilidade, demonstrando as feridas e as cicatrizes, mas declaram o aprendizado e a força que obtiveram, a partir das duras experiências sofridas.
Bora se empenhar para ser cada vez mais feliz?
Dica de leitura:
Livro SOMOS, como nasce um propósito. Adriano Bandini Tavares de Campos. 1ª ed. São Paulo – SP Ed. PoloBooks, 2020.









